Frustrações podem causar reações no corpo que vão além do emocional, podendo desenvolver transtornos mentais e enfraquecer o sistema imunológico. Por isso, é importante saber lidar com contrariedades e criar estratégias para o desenvolvimento do bem-estar psicológico.
Essa temática foi explorada pela mentora de capital humano Erika Lotz no programa Talento em Foco, da TV Uninter, que foi ao ar em 14 de julho. Na edição, Lotz destacou estratégias baseadas na neurociência para transformar frustrações em oportunidades de autoconhecimento e evolução da inteligência emocional.
O conteúdo leva à reflexão sobre como reagimos, principalmente no ambiente de trabalho, a situações de contrariedade que fogem do nosso controle. A partir de conceitos da neurociência, Erika destaca que reações de desconforto, frustração, raiva e paralisia são respostas naturais, rotas de fuga. “Esse estado é muito natural para todos nós, mas ele pode impedir que a gente realmente aprenda a lição”, conta a mentora Erika.
A partir dessa ideia, ela lista passos que a neurociência indica para praticar a resiliência emocional diante dessas situações. O primeiro passo importante é a autoconscientização, ou seja, reconhecer o desconforto e nomeá-lo. Erika enfatiza: “Reconhecer sem julgamento, isso já é o primeiro ponto”. Em seguida, ela cita o termo em inglês mindfulness, que, resumidamente, é a prática de focar no momento presente de forma consciente, sem se levar por distrações. Essa é a segunda etapa, e com ela Erika indica que se preste atenção à respiração, que, em momentos de desconforto, pode ficar alterada. Conforme explica, praticar exercícios respiratórios de forma discreta regula e acalma o sistema nervoso, permitindo ativar as funções cerebrais, o que traz mais equilíbrio emocional.
O terceiro passo pode parecer difícil para alguns, e Erika brinca ao explicar de forma simples o que é a reestruturação cognitiva: “Nossa, que nome esquisito. Esse negócio deve ser muito difícil de fazer. Não, na verdade não é não. É até um conceito que você já conhece, é a ressignificação”. Assim, a terceira estratégia para lidar com contrariedades, conforme dito no programa, é um processo de autocompaixão. A prática consiste em, em vez de procurar um culpado pela frustração ou ficar se fazendo aquelas famosas perguntas que sempre começam com “e se”, olhar para a situação sob outra perspectiva, usando-a como oportunidade de aprendizado. “É, ficar com raiva naquele momento é muito humano, mas o que não é adequado é permanecer na irritação e permanecer na raiva, porque aí nós estamos mandando para longe a oportunidade de desenvolvimento”, reflete Erika.
Esses são apenas alguns dos passos e estratégias que a neurociência ensina para lidar com situações frustrantes, seja no âmbito profissional, seja no pessoal, essenciais para desenvolver a plasticidade cerebral e continuar sempre evoluindo na vida.
O programa ainda aborda segurança psicológica, diversidade e até como praticar a escrita terapêutica. Então, se você quiser saber mais sobre esse conteúdo, que vai enriquecer seu conhecimento, confira a edição completa do programa Talento em Foco.